©2017 Casa Áurea

Maternal

Em nossa escola, recebemos crianças a partir de 1 ano e meio. Nessa idade, as crianças ficam em classes de maternal, que vai até os três anos ou três anos e meio, dependendo da peculiaridade e das necessidades de cada criança.

O ambiente da escola é criado para que elas brinquem livremente, com os desafios e a segurança de que precisam para explorarem sua motricidade e criatividade. As crianças pequenas, especialmente até os três anos, imitam tudo ao seu redor. As ações significativas dos adultos presentes são o alimento para seu brincar, onde ela vai digerir o mundo através da repetição dos gestos, posturas, músicas e histórias ouvidas.

No maternal, as crianças recém conquistaram a postura ereta e o andar, estão aprendendo a falar e a pensar, sendo que cada etapa influencia o desenvolvimento da próxima. Quando a criança está aprendendo a falar, o educador deve ter uma fala harmônica, bem sonora, complexa, evitando as reduções e os estereótipos de imitar formas infantis do falar. Para o desenvolvimento da fala, é essencial que a criança esteja num ambiente de verdade. No desenvolvimento do pensar, que já vem atrelado a uma boa evolução da fala, é importante que o ambiente esteja repleto de clareza, determinação e que a fala do adulto seja coerente com suas posturas, gestos e atitudes.

Rudolf Steiner nos lembra de que toda educação é autoeducação. Assim, o fundamental é que o adulto esteja se autoeducando para ser capaz de criar um ambiente e condições saudáveis para o desenvolvimento de cada criança e do grupo como um todo.

Jardim de Infancia

ˆ

As crianças vão para as turmas de jardim a partir dos três anos e continuam nesta turma até completar seis anos. As turmas são mistas, compostas por crianças com diferentes idades. Essa diferença contribui para um aprendizado mútuo, onde os menores se espelham nos mais velhos e inspiram-se vendo sua atuação e suas formas complexas de brincar e estruturar jogos; os maiores desenvolvem o cuidado com as crianças menores, tendo a oportunidade de vivenciar o abrir mão, o gesto protetor e a compreensão das limitações do outro.

As crianças de jardim também brincam a maior parte do dia, mas recebem também outros tipos de alimentos, como: a roda rítmica, conduzida pela professora com gestos, músicas e desafios corporais, feita diariamente por todos juntos em roda; atividades como pintura de aquarelas, modelagem, desenhos em giz, feitura de pão e outras atividades culinárias, sendo que cada atividade acontece em um dia da semana específico, marcando um ritmo semanal; contos mais longos como os contos de fada, onde a criança exercita a escuta, além de entrar em contato com arquétipos humanos e animais que falam diretamente ao seu mundo interior inconsciente, contribuindo para uma digestão de seus sentimentos e sensações.

Todas as crianças, tanto no jardim quanto no maternal, vivenciam dentro e fora da classe, através das atividades, histórias e ambientação de cores, imagens no espaço e as estações do ano. Essa vivência os ajuda a conectar-se com a natureza e lhes dá confiança no mundo, que está em constante mudança mas tem uma certa constância em que a criança pode ancorar-se dando-lhes assim mais coragem para explorar o mundo e suas múltiplas possibilidades.

Ensino Fundamental

O Ensino fundamental Waldorf inaugura uma etapa que tem por objetivo fomentar a esfera mediana da criança: o sentir. Dos sete aos catorze anos, qualquer conteúdo que precise ser assimilado pelas crianças deve chegar pela via do ritmo, do lembrar-esquecer-lembrar e, especialmente, através da arte. A arte, não como elemento à parte, não como uma matéria separada, mas permeando todo o ensino das línguas, das matemáticas, do conteúdo de história, geografia, botânica, física e química. As letras, por exemplo, são ensinadas através de contos que vão chegando até os fonemas e daí até a escrita. Assim o conteúdo é vivenciado antes de ser intelectualizado. A arte também está presente nas aulas de música, desenho, pintura e trabalhos manuais.

A avaliação é feita de maneira contínua – e não pontualmente, como o modelo de prova. Os professores avaliam o progresso e as habilidades de cada criança nas diferentes áreas do ensino, destacando suas potências e apontando para os pontos carentes de dedicação e aperfeiçoamento. O professor conhece tão bem seus alunos que é capaz de avaliar seu aprendizado, sem que seja necessário que estes “provem”.

A autoridade do professor é construída de forma amorosa, a fim de que o professor seja naturalmente escolhido pelas crianças como uma referência para a aprendizagem e para a imitação. Este professor busca dialogar com as crianças, ouvindo-as, não somente intelectualmente, mas ampliando seus sentidos e buscando desvendar cada criança como um ser único (física, anímica e espiritualmente). O professor busca ser um modelo inspirador, que não engesse as crianças numa única maneira de ser, mas que inspire posturas éticas, amorosas e flexíveis, para que cada criança encontre seu caminho.